Volume 38 Nº 4

Exposição ocupacional ao ruído em odontólogos do Paraná: percepções e efeitosauditivos

Cláudia Giglio de Oliveira Gonçalves; Adriana Bender Moreira Lacerda; Angela Ribas; Flávia Cardoso Oliva; Suzanne Bettega Almeida; Jair Mendes Marques

PALAVRAS-CHAVE: Efeitos do ruído, doenças ocupacionais, perda auditiva provocada por ruído

RESUMO: Introdução: Níveis de pressão sonora intensos podem ser encontrados no
ambiente de trabalho do odontólogo devido aos equipamentos utilizados. Esses níveis podem representar um risco à sua saúde. Objetivo: examinar os prováveis efeitos da exposição ocupacional ao ruído na audição de odontólogos, a percepção e conhecimento dos mesmos sobre os malefícios da exposição ao ruído, e as possibilidades de prevenção. Método: trata-se de um estudo transversal (ou seccional) que avaliou a audição e aplicou questionário em 219 odontólogos (56,44% mulheres e 43,55% homens). Resultado: prevalência de alterações auditivas de 32,51% nos 163 odontólogos incluídos na pesquisa; a ocorrência de alterações auditivas aumentou com a idade e os anos de serviço; com os anos de serviço aumenta jornada de trabalho diária, influenciando na audição; o ruído no trabalho foi percebido como médio (49,07%); 96,9% conhecem os efeitos do ruído e 3,06% usam protetores auriculares. Concluiu-se que os odontólogos desse estudo apresentam alterações auditivas sugestiva de induzida por ruído (razão de prevalência=1,79 95% IC 0,09-4,44) quando a jornada de trabalho diária for igual ou superior a 8 horas