Volume 38 Nº 5

Dor miofascial crônica e alimentação: uma relação a ser considerada pelo cirurgião-dentista?

Juliana Alvares Duarte Bonini Campos; Andréa Corrêa Carrascosa

PALAVRAS-CHAVE: Síndromes da dor miofascial, ingestão de alimentos, dieta, aspectos psicossociais

RESUMO: Objetivo: comparar o consumo energético, de macronutrientes e fibras de mulheres portadoras de dor miofascial crônica e não-portadoras, atendidas durante o ano de 2006, em uma Clínica de Fisioterapia da cidade de Araraquara-SP. Métodos: Os grupos controle e dor miofascial foram definidos pelo Critério de Diagnóstico na Pesquisa para Desordens Temporomandibulares - Eixos I e II sendo compostos por 36 e 37 indivíduos, respectivamente. As participantes foram entrevistadas para o preenchimento do recordatório alimentar de 24 horas de dois dias. A análise da ingestão de energia, macronutrientes e fibras foi realizada com auxílio do programa Virtual Nutri e os grupos foram comparados pelo teste t Student. Para o grupo com dor miofascial foi realizado estudo de Correlação de Pearson entre os domínios propostos pelo Critério de Diagnóstico na Pesquisa para Desordens Temporomandibulares (intensidade média da dor, depressão, sintomas inespecíficos incluindo itens de dor e limitação da função mandibular) e o consumo de energia, macronutrientes e fibras. O nível de significância adotado foi de 5%. Resultados: Houve diferença estatisticamente significante entre os grupos no consumo de proteínas e lipídios sendo este menor no grupo de mulheres portadoras de dor miofascial crônica. O consumo energético e de fibras esteve no limite de significância. Observou-se correlação não-significativa entre os domínios do Critério de Diagnóstico na Pesquisa para Desordens Temporomandibulares e o consumo de energia, macronutrientes e fibras. Conclusão: O consumo de proteínas e lipídios foi diferente entre portadores e não-portadores de dor miofascial crônica.