Volume 38 Nº 6

CVD (Chemical Vapor Deposition) - solução para controle de temperatura durante preparo cavitário?

Maria Antonieta Veloso Carvalho de Oliveira; João Carlos Gabrielli Biffi; Paula Dechichi

PALAVRAS-CHAVE: Preparo cavitário, polpa dentária, CVD (Chemical Vapor Deposition), laser, brocas diamantadas.

RESUMO: Os procedimentos restauradores em Odontologia utilizam brocas, turbinas de alta rotação, laser e novas tecnologias, como as pontas diamantadas obtidas pelo processo de deposição química a vapor (CVD). O uso incorreto desses métodos pode gerar aquecimento excessivo, e agredir o complexo dentino-pulpar, provocando lesões que variam de leve à grave, e até mesmo a necrose da polpa. O objetivo deste trabalho foi revisar e discutir o aumento de temperatura no complexo dentino-pulpar durante o preparo cavitário, causado pelas brocas diamantadas convencionais usadas em turbina de alta rotação, pelo laser e pelas pontas diamantadas CVD acopladas ao ultrassom. Treze estudos foram encontrados após busca na base de dados PubMed no período de 1998 a 2009, sendo 4 relacionados com brocas diamantadas em turbinas de alta rotação, 7 sobre sistemas a laser e 2 sobre as pontas CVD. De acordo com a literatura científica pesquisada, pode-se concluir que nenhum dos métodos aumenta a temperatura a ponto de causar injúria pulpar irreversível. Porém, não há estudos suficientes publicados para afirmar que as pontas diamantadas CVD apresentam-se como a solução para controle do aumento de temperatura durante o preparo cavitário.